Era um mendigo velho,
bem velhinho,
Os olhos muito azuis,
corpo magrinho,
As mãos tão enrugadas
coitadinho.
As faces castigadas
sem carinho,
as vestes tão surradas,
desalinho,
futuro quase nada,
miudinho.
A fé inabalada
e tão sozinho,
sentou-se sob a ponte
e sobre o chão
juntou toda ternura
e devoção.
E então com muita fé
ergueu sua latinha
de café
e meio pão
e agradeceu a Deus
a refeição.

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