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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Duas almas
















Pelos sonhos meus de alma enobrecida
De coração magoado prestes a sucumbir
Esvai-me esta oração no limiar da vida,
Pois minh’alma se enobrece ao te fazer sorrir.

Toda a ambição e os anseios meus
É dar a própria vida sempre em teu louvor,
É dar toda a existência pelos sonhos teus,
O próprio sacrifício pelo teu amor.

É ver você sorrir, embora eu caia em prantos,
Sofre a vida toda, mas te ver feliz.
E meu amor é imenso e eu te quero tanto
Que sorrio ao ver sorrir quem não me quis.

Mas saiba que pelo orgulho que a domina,
Pelo amor que me corrói e me fascina,
Duas vidas morrem apaixonadas.

Mas uma voz me tange inesquecida
E seremos sempre nesta vida

Duas pobres almas bem desencontradas.

(poema extraído do livro inédito "Castelo de Ilusões")

sábado, 26 de setembro de 2015

ENCONTRO


Quem poderia julgá-los
tão juntinhos!
Os nossos corações
que separados vagaram,
mas trazendo ensegredados
a tanto tempo
a ânsia de carinhos.
Quem poderia julgar
que nós sozinhos
ainda íamos passar
de braços dados.
De alma, sonho, amor
entrelaçados.
O mesmo amor que uniu
nossos caminhos.
Quem poderia julgar
que os nossos passos,
num constante divergir
nos seus compassos,
aos poucos nossas vidas
já juntavam.
Talvez, quem sabe?
muito intimamente,
se amassem,
tu e minh’alma contente
e os nossos corações
se namoravam.